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| Rebecca Blackwell/AP |
O
secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, John Kelly, prometeu
nesta quinta-feira (23) no México que não haverá "deportações em massa"
ou uso da força militar contra imigrantes residentes nos Estados
Unidos, apesar das novas diretrizes migratórias mais estritas adotadas
no país.
"Não haverá nenhuma, repito, nenhuma deportação em
massa", disse Kelly durante coletiva de imprensa na Cidade do México, na
presença do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, e seus
colegas mexicanos, Luis Videgaray e Miguel Ángel Osorio Chong.
"Não haverá uso da força militar em operações migratórias", acrescentou
Kelly, contradizendo declarações feitas horas antes pelo presidente
Donald Trump, em Washington.
Durante uma reunião na Casa Branca
com executivos industriais, Trump disse nesta quinta que espera ser
tratado "de forma justa" pelo México e que as ações para deportar
imigrantes em situação irregular são uma "operação militar".
As autoridades mexicanas não informaram até agora sobre a deportação de nenhum chefe de grupos narcotraficantes.
Trump lembrou que Tillerson estava neste momento no México e afirmou que esta era "uma viagem dura".
"Disse que seria uma viagem dura porque temos que ser tratados de forma
justa pelo México. Mas Rex (Tillerson) já está lá, ao lado do general
(John) Kelly (secretário de Segurança Interna), que tem sido formidável
na fronteira", acrescentou.
Kelly e Tillerson viajaram ao México
em um esforço dos dois países para aproximar posições e tentar recompor
as relações depois das tensões que se seguiram à posse de Trump na Casa
Branca.
Assim que lançou sua candidatura presidencial, Trump
provocou um escândalo ao tachar de estupradores os imigrantes mexicanos,
mas posteriormente elevou o tom, ao propor expulsar do país todos os
imigrantes ilegais, estimados em 11 milhões de pessoas.
A
proposta mais ruidosa, no entanto, foi a de construir um muro ao longo
da fronteira entre o México e os Estados Unidos e mandar a conta para
que as autoridades mexicanas a paguem.
As tensões motivaram o
adiamento indefinido de uma visita que o presidente do México, Enrique
Peña Nieto, tinha previsto para 31 de janeiro aos Estados Unidos.
Fonte: noticias.uol.com.br





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