As
condições térmicas do Oceano Atlântico Sul na altura da costa do
Nordeste em dezembro de 2017, estão piores que as observadas em dezembro
de 2016, é o que afirma o físico, meteorologista e mestre em
Meteorologia Rodrigo Cézar Limeira.
De
acordo com o estudioso, as últimas 03 atualizações do campo de
anomalias de TSM (Temperatura da Superfície do Mar) da NOAA, indicam
águas com temperatura abaixo da média na citada região. Outro aspecto a
ser mencionado são as condições térmicas do Atlântico Sul na costa da
África, na mesma altura da costa do Nordeste.
O
Atlântico Sul quente na costa da África na mesma altura da costa do
Nordeste é uma condição favorável, já que o aquecimento dessa região
oceânica, contribui para posicionar a "Zona de Convergência
Intertropical", dentro de sua climatologia durante a estação chuvosa do
semiárido da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará, que dura
em média de fevereiro a maio.
Em
dezembro de 2016, o Atlântico Sul na mencionada região estava bem
quente, e o aquecimento nessa região era persistente. Algo que implicava
num período chuvoso para o semiárido por exemplo da Paraíba, melhor que
o observado em 2015 e 2016. Fato confirmado.
Já
agora em dezembro de 2017, O Atlântico Sul na costa da África na mesma
altura da costa do Nordeste, está frio, e esse aspecto não é positivo
para a qualidade da estação chuvosa do semiárido dos referidos estados.
O
cenário atual não é bom para a maioria dos grandes reservatórios que
abastecem as cidades do semiárido desses estados, e se a situação não
mudar até próximo do dia 21 de março, que corresponde ao equinócio de
outono do Hemisfério Sul, 2018 poderá ser ano de continuidade da crise
hídrica no semiárido dos mencionados estados.
Rodrigo Cézar Limeira - Portal Ciência em Foco
Foto - Internet





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