O peso do exercício da profissão e o estresse podem ter levado o bombeiro militar Fabrício Marcos de Araújo a sequestrar uma viatura e dirigi-la desgovernadamente pelas ruas de Brasília. A alegação é do advogado do militar, Rodrigo Veiga de Oliveira.
Por meio de nota, o advogado informou que ainda não se sabe qual foi o gatilho que despertou a ação do bombeiro, que estava sob forte estresse mental.
Ainda de acordo com a nota, policiais e bombeiros lidam, diariamente, com pressões no trabalho e não recebem o atendimento psicológico necessário, o que acaba contribuindo com o suicídio ou abuso de álcool e drogas entre os integrantes da Força de Segurança.
O episódio envolvendo Fabrício ocorreu na madrugada do último domingo (3). O sargento retirou uma viatura, sem autorização, do estacionamento da corporação, em Ceilândia, a cerca de 40 quilômetros da região central de Brasília, e dirigiu em alta velocidade em direção ao Congresso Nacional.
Houve perseguição policial e tiros dados pela polícia que furaram o pneu do caminhão.
O militar foi preso em flagrante e está detido no presídio militar, no Complexo Penitenciário da Papuda.
A defesa sustenta que o sargento não se lembra do ocorrido, mas que jamais teve a intenção de causar danos ao Congresso Nacional ou às pessoas envolvidas.
O advogado vai pedir revogação da prisão preventiva e a internação médica de Fabrício.
A Corregedoria do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal investiga o caso e deve apresentar as conclusões em até 20 dias.
De acordo com a corporação, uma equipe de médicos, psicólogos e religiosos está acompanhando o militar e prestando apoio aos familiares.





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