O Oceano Atlântico Sul na altura da
costa do Nordeste continua frio neste final de dezembro, afirma o físico
e meteorologista Rodrigo Cézar Limeira. Dessa forma, em janeiro a
contribuição de umidade para as chuvas no semiárido da Paraíba, Rio
Grande do Norte, Pernambuco e Ceará será dos Vórtices Ciclônicos de
Altos Níveis (VCANS).
Se o Atlântico Sul na referida
região estivesse mais quente já agora, haveria um transporte de umidade
maior em direção ao interior dos citados estados. Como isso as chuvas
ocorreriam de forma mais generalizada sobre essas áreas em janeiro, e
seriam potencializadas pela ocorrencia de uma La Niña intensa, algo que
não está ocorrendo.
Com condições oceânicas ruins agora
no final de dezembro, é de se esperar chuvas irregulares no interior da
Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará nos mês de janeiro de
2018. Isso porque as chuvas provocadas por Vórtices Ciclônicos de Altos
Níveis são mal distribuídas, isoladas e consequentemente irregulares.
O mês de janeiro é o que apresenta
maior incidência de VCANS sobre o Nordeste, o fenômeno também é comum
atuar na região nos meses de dezembro e fevereiro.
Ao afirmar que as chuvas serão
irregulares no mês de janeiro de 2018 no semiárido desses estados, o
estudioso Rodrigo Cézar Limeira está afirmando que em algumas
localidades por exemplo do semiárido da Paraíba, choverá bem, e até
acima da média em janeiro, já em outras localidades choverá abaixo da
média, e em outros locais não choverá quase nada no referido mês.
De acordo com o pesquisador, esse
cenário indica continuidade da crise hídrica na maioria dos grandes
reservatórios do semiárido desses estados em janeiro, apesar da
configuração do fenômeno La Niña com fraca intensidade na região do
Oceano Pacífico Central agora em dezembro.
Rodrigo Cézar Limeira - Portal Ciência em Foco





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