Dois dos ocupantes eram funcionários da empresa Helisae, que presta
serviços para a TV Globo há mais de 15 anos. O helicóptero era pilotado
pelo comandante Daniel Galvão, que morreu no local. Também estavam a
bordo a 1ª sargento da Aeronáutica Lia Maria Abreu de Souza, que chegou a
ser socorrida, mas faleceu, e o operador de transmissão Miguel Brendo
Pontes Simões, que se encontra em estado grave no HR.
Segundo o diretor geral do hospital, Miguel Arcanjo, Miguel Brendo
chegou na unidade de saúde com uma condição muito grave, mas a equipe
médica conseguiu estancar a hemorragia. O operador apresenta
politraumatismo com uma lesão grave na face.
“Ele teve um sangramento importante, que, no momento, está estável, mas
ele tem múltiplas faturas. Ele é um paciente extremante grave e tudo
que é possível está sendo feito. Ele irá para a Unidade de Terapia
Intensiva, onde tentaremos estabilizá-lo”, explicou o diretor geral do
HR.
Uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes
Aeronáuticos (Cenipa) foi encaminhada ao local do acidente. Imagens dos
prédios no entorno devem ser utilizadas para auxiliar no entendimento de
como ocorreu a queda da aeronave.
Por se tratar de um acidente aéreo, a Polícia Federal vai investigar as
causas da tragédia. “Vamos instaurar um procedimento e recolher todos
os indícios, junto com os demais órgãos, para esclarecer o que
aconteceu”, afirmou o delegado da Polícia Federal Dário de Sá Leitão.
Segundo informações da Infraero, o Globocop decolou do hangar,
localizado ao lado do Aeroporto Internacional do Recife, no bairro da
Imbiribeira, na Zona Sul da capital pernambucana, às 5h50 desta terça
com destino ao litoral.
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| (Foto: Reprodução/TV Globo) |
Às 6h, sobrevoava a orla, quando foram exibidas as imagens da Praia de
Boa Viagem na abertura do Bom Dia Pernambuco, que mostravam o tempo
fechado e com chuva.
Às 6h05, o Globocop fez uma curva quando sobrevoava a Praia do Pina
porque seguiria para o bairro da Jaqueira, na Zona Norte. Nesse momento,
as imagens tremeram. Em seguida, o helicóptero caiu no mar, perto de
algumas pedras.
Chovia no Recife quando ocorreu o acidente. Bombeiros foram acionados
para fazer o resgate e usaram motos aquáticas para localizar o
helicóptero. As vítimas foram retiradas da água por moradores da
comunidade. De acordo com o capitão Romedrico Pereniz, do Corpo de
Bombeiros, não havia sinais de explosão da aeronave.
"Não há indícios que tenha ocorrido uma explosão. Não há indícios de
chama, de queimadura, nada disso [nas vítimas socorridas]. Apenas o
politraumatismo. Foram as lesões que vieram a provocar esses óbitos. A
mulher teve parada cardíaca, fizemos reanimação. Ela tinha muitas
lesões, fraturas, cortes, hemorragias, mas nenhuma queimadura", apontou.
O Globocop era um helicóptero modelo Robinson R44/Newscopter, aeronave
específica para filmagem aérea. De acordo com a Helisae, a aeronave
passou na terça-feira (16) pela inspeção anual de manutenção. A empresa
afirmou que o helicóptero era mantido pelos padrões técnicos exigidos
pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e órgãos responsáveis,
cumprindo um calendário rigoroso de manutenção.
“O helicóptero tinha acabado de sair de uma revisão. A parte
documental, manutenção, tudo em dia. A gente voa há 15 anos nesses
helicópteros do Globocop. Ontem mesmo outros controladores voaram com a
gente. Eu, particularmente, voei o dia inteiro nesse helicóptero. Fiz o
Bom Dia Pernambuco, fiz o NETV 1ª Edição. O outro comandante da empresa
voou à tarde”, afirmou o comandante Wagner Monteiro, dono da empresa.
Por volta das 9h30 (horário local), partes da fuselagem da aeronove
começaram a chegar na orla do Pina. Moradores da localidade auxiliaram a
recolher o material.







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