No dia 12
de janeiro de 2006 um acidente mudou para sempre a vida do jovem
patoense Lacordaire Viana de Menezes Segundo, então com 24 anos. Ele
brincava numa cama elástica quando errou o salto e fraturou a coluna. O
jovem cheio de vida de repente se tornou tetraplégico e passou a usar
cadeira de rodas.
Segundo
Lacordaire, como é mais conhecido, hoje está com 36 anos, é atleta
paraolímpico e faz palestras motivacionais. Através do incentivo do
professor Weberson Leitão, praticante e divulgador do tênis de mesa em
Patos, Segundo encontrou nesse esporte uma profissão, uma terapia, um
prazer, e se tornou um campeão paraolímpico, com 30 títulos nacionais e
10 títulos internacionais. Já representou o Brasil em competições e
internacionais e no ano passado participou dos jogos Parapan-Americanos
de tênis de mesa na Costa Rica
Ele se casou em 2008 com a jovem Emanuelly Menezes, e tem duas filhas, uma de 10 e outra de 3 anos
No dia 12
de janeiro de 2018, 12 anos depois do acidente que sofreu, Lacordaire
Segundo gravou um vídeo e compartilhou nas redes sociais comentando o
que aconteceu com ele e agradecendo a todos que o apoiaram na sua
trajetória. Ele disse que perder os movimentos não foi a sua maior perda
na vida. A morte de sua mãe, a empresária Janete Emiliano, de 50 anos,
foi a sua maior perda, segundo ele disse no vídeo. Janete Emiliano
morreu em 2011, junto com mais 12 pessoas, na colisão de uma van com
três veículos nas proximidades de São Mamede.
Leia abaixo o depoimento e os agradecimentos do atleta paralímpico:
“Hoje
completa doze anos da minha lesão. Doze anos atrás eu sofri um acidente
na cama elástica e me tornei tetraplégico, usuário de cadeira de rodas,
mas nesses doze anos eu só tenho a agradecer a todas as pessoas que
passaram no meu caminho, que me ajudaram de alguma forma para que hoje
eu pudesse está com a cabeça boa, tentando uma vida praticamente normal.
Agradeço a todos do Tênis de Mesa Paraolímpico, que de lá tirei muitas
experiências, muitos ensinamentos. Médicos,
fisioterapeutas, amigos,
familiares e em especial minha esposa Emanuelly, minha filha Lívia
Bianca, minha cuidadora Betânia, minhas irmãs, todo mundo que passou
nessa trajetória. Depois de ter sofrido o acidente aconteceram perdas
bem mais significativas pra mim do que minha locomoção, meu movimento.
Eu só tenho a agradecer a Deus por estar vivo e poder deixar um abraço
para todo mundo”





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