O ex-jogador da Seleção Brasileira e atual dirigente do Botafogo-PB,
Warley Santos, teria sido esfaqueado por se recusar a pagar um programa
contratado a uma travesti. Ao menos foi essa a versão relatada à polícia
pela própria suspeita presa nesta terça-feira (30) em Cabedelo. Segundo
ela, não houve assalto, apenas uma reação ao não pagamento dos seus
serviços que haviam sido prestados à vítima. Warley, no entanto, contou
ao delegado de Roubos e Furtos da Polícia Civil da Paraíba, Diego
Garcia, que teria sido vítima de um assalto.
A polícia chegou a suspeita porque havia rastreado o
celular de Warley, levado na noite do crime e também porque pessoas
anônimas fizeram denúncias. Na delegacia a travesti contou que foi
contratada pelo dirigente do Botafogo para fazer um programa no valor de
R$ 80. Após o programa, ele teria se negado a pagar e começou uma
briga.
Em entrevista concedida ao programa Correio Verdade, da TV
Correio/Record, a suspeita negou que tenha praticado assalto e alegou
que Warley teria contado essa versão para explicar o fato de ter
contratado um programa com uma travesti.
“Não houve assalto. Ele tinha que arrumar um pretexto, um motivo para
o que aconteceu realmente. Uma coisa é assalto, outra coisa é você
pedir o dinheiro e a pessoa não querer pagar. Quando você contrata
qualquer tipo de um serviço, você tem que, no mínimo, adiantar uma
metade”, disse completando que não esfaqueou a vítima propositalmente.
“Houve uma luta corporal ele foi atingido sem querer, os dois
agarrados numa briga. Ele me deu pancadas, estou com minha perna roxa.
Não foi eu que propositalmente fiz algo. Eu tenho a consciência
tranquila que eu não assaltei. Simplesmente ele contratou um serviço e
não quis pagar pelo serviço”, alegou.
O delegado disse que localizou a suspeita depois de denúncias
anônimas e por ter rastreado o celular da vítima, que teria sido roubado
pela travesti. Ele explicou que ainda vai continuar investigando o caso
porque há duas versões.
“Existem duas versões conflitantes em alguns aspectos que serão
objeto de investigação. As imagens que nós temos são que ele está fora
do carro do Warley e, em seguida, volta. Nesse momento, segundo ele, há
uma luta corporal”, informou o delegado Diego.
Segundo a polícia, câmeras de segurança da área onde ocorreu o crime e
relatos de testemunhas também são usados para esclarecer a
investigação.
Warley foi esfaqueado na madrugada dessa sexta-feira (26) e ficou em
estado grave. Ele ainda dirigiu ferido e foi ao prédio de um amigo, onde
pediu ajuda e foi socorrido para o Hospital de Trauma. Algumas horas
depois, ele foi transferido para um hospital particular, onde passou por
uma cirurgia e se recupera sem gravidade.
O ex-jogador já prestou depoimento nessa segunda-feira (29) e ainda
gravou um vídeo para as redes sociais, no qual diz que se recupera bem e
agradece o apoio.
O Botafogo Futebol Clube emitiu nota na tarde desta terça-feira (30),
falando a respeito do caso, retificando o apoio ao atual gerente de
futebol do clube e que vai aguardar o encerramento das investigações por
parte da Polícia Civil da Paraíba.
O Botafogo Futebol Clube comunica que continua prestando todo o
suporte necessário para o restabelecimento da saúde do seu funcionário, o
gerente de futebol Warley Santos. Ao mesmo tempo que continua
aguardando o final das investigações sobre o crime, permanecendo com
total confiança no trabalho da Polícia Civil da Paraíba.
Fonte: Portal Correio





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