O custo da cesta básica de alimentos aumentou nas 20 capitais analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em sua pesquisa mensal. Segundo a instituição, as altas mais expressivas foram verificadas em João Pessoa (11,91%), Brasília (9,67%), Natal (8,85%), Vitória (8,45%) e Recife (7,32%). Já as menores de variações foram apuradas em Goiânia (0,42%) e Manaus (2,59%). Até dezembro, o Dieese calculava também o preço da cesta em Maceió, mas a cidade não é mais considerada no levantamento.
No acumulado em 12 meses, 14 cidades registraram redução dos preços do
conjunto de alimentos essenciais, com quedas maiores em Manaus (-9,93%),
Belém (-9,70%) e Salvador (-7,16%). Nas seis cidades em que houve
aumento, os destaques foram Natal (3,11%) e Recife (2,90%).
Alimentos
Segundo a pesquisa, nos últimos 12 meses finalizados em janeiro, o
tomate, a banana e a batata tiveram predominância de alta no Centro-Sul
do País. Já feijão, açúcar e leite tiveram redução média de preço na
maior parte das cidades.
No primeiro mês de 2018, o tomate também foi destaque de alta em todas
as capitais. As variações oscilaram entre 6,94%, em Goiânia, e 94,03%,
em João Pessoa. "A menor oferta devido à redução da área plantada e às
chuvas, que influenciaram na qualidade do fruto, foram os fatores que
explicaram a alta no varejo", disse o Dieese.
A banana, por sua vez, aumentou em 19 capitais e a exceção foi Aracaju
(-6,63%). A pesquisa coleta os tipos prata e nanica e faz uma média
ponderada dos preços. Os maiores aumentos foram registrados em João
Pessoa (25,57%) e Rio de Janeiro (15,50%).
Das 20 capitais onde se realiza a pesquisa, houve queda mensal no preço
do feijão em 19, com a exceção de João Pessoa, onde o tipo carioquinha
subiu 0,21%. "O mercado esteve bem abastecido e a demanda seguiu fraca,
de forma que o preço do grão carioca diminuiu. No caso do feijão preto, o
volume ofertado foi superior à demanda, apesar das chuvas que
atrapalharam a colheita."
Já o açúcar teve queda de preços em 16 cidades em janeiro, permaneceu
estável em São Paulo e aumentou em Cuiabá (2,59%), Salvador (1,36%) e
Curitiba (0,83%). As quedas que merecem destaque foram observadas em
Aracaju (-6,69%), São Luís (-6,11%) Belo Horizonte (-4,79%) e Vitória
(-4,35%).
Salário mínimo
De acordo com Dieese, utilizando como base o valor da cesta em Porto
Alegre, que foi a mais cara em janeiro, o montante do salário mínimo
necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria
equivaler a R$ 3.752,65, ou 3,93 vezes o valor estabelecido para 2018,
de R$ 954.
Em dezembro, essa correlação era de 3,83 vezes, uma vez que o salário
mínimo era de R$ 937 e o piso mínimo correspondeu a R$ 3.585,05. Já em
janeiro de 2017, a relação era de 4,07 vezes, com o piso de R$ 3.811,29.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja,
após o desconto referente à Previdência Social, a pesquisa mostra que o
trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em janeiro,
44,21% do vencimento para adquirir os mesmos produtos que, em dezembro
de 2017, ainda com o valor antigo do salário mínimo, demandavam 42,52% e
em janeiro do mesmo ano, 45,36%.





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