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Kim Jong-un antecipou o desfile, que acontecia em abril
Reuters
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Na próxima sexta-feira (8), pela primeira vez desde a separação entre
as Coreias do Norte e do Sul, atletas de ambos os países vão desfilar
sob uma única bandeira, na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de
Pyeongchang, na Coreia do Sul.
Mas o que seria uma vitória da diplomacia e do esporte pode já começar
abalada por outro evento grandioso. Neste caso, uma imensa parada
militar que vai acontecer em Pyongyang, capital da Coreia do Norte,
nesta quinta.
Com a justificativa de comemorar os 70 anos da formação do exército
norte-coreano, o evento será realizado a mando do líder Kim Jong-un. O
desfile acontecia sempre em abril, mas o aniversário foi mudado de data
por ordem do presidente.
O primeiro ministro da Coreia do Sul, Lee Nak-yon, classificou de
"lamentável" a decisão dos vizinhos do norte de promover o desfile
militar na véspera dos Jogos de Inverno, segundo o Daily Express, da
Inglaterra.
Imagens de satélite feitas no início da semana mostram milhares de
soldados e centenas de veículos em formação, no que pode ser um ensaio
para a parada desta quinta. Observadores sul-coreanos estimam que pelo
menos 13 mil militares participem da parada.
Um dos destaques das forças armadas norte-coreanas será mostrar os
foguetes balísticos Hwasong-15, que foram testados pela primeira vez em
novembro. A expectativa é que vários mísseis do tipo sejam exibidos
durante o desfile.
Para muitos analistas, a decisão de Kim Jong-un de antecipar o desfile,
após aceitar a entrada das delegações dos dois países sob uma só
bandeira, mostrando a península coreana, parece ser apenas para
demonstrar força em um momento em que as tensões locais pareciam estar
diminuindo. E, quem sabe, tirar um pouco do brilho do evento dos
adversários.





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