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| Foto: Reprodução/TV TEM |
Depois que um paciente com meningite bacteriana foi internado em Rio Branco, a Secretaria de Saúde do estado do Acre (Sesacre) divulgou, no
sábado (22), um boletim epidemiológico com os casos que foram notificados,
confirmados, e as mortes em decorrência da doença no estado.
Foram 20 casos notificados e
cinco confirmados de acordo com o material divulgado. Ainda no documento, é citado o caso do paciente de
Senador Guiomard, registrado já na semana epidemiológica 25, que iniciou
dia 16 e encerrou neste sábado (22).
Com isso, o Acre tem 21 casos notificados de meningite e seis
confirmações da doença. A Saúde ressaltou que os dados podem sofrer
alterações conforme os municípios do interior vão enviando os dados.
Dos cinco casos confirmados até o dia 15, dois casos de meningite não especificadas, um de meningite de
haemophilus e um de meningite bacteriana não especificada, um foi por meningite viral, já o caso do
paciente de Senador Guiomard, registrado depois do dia 16, é de
bacteriana – meningocócica.
Ainda segundo o boletim, houve duas mortes pela doença no estado desde o
início do ano. Uma delas foi de uma adolescente, em março, na capital
acreana, Rio Branco, por meningite bacteriana não especificada. A
segunda morte foi de uma criança em Tarauacá
Casos de 2018
Embora não tenha sido divulgados pela Sesacre, em 2018, o Acre recebeu
mais de 60 notificações da doença. Destas 29 casos foram confirmados, o
que representa uma incidência de 3,3 casos por 100 mil habitantes.
Foram 14 de meningite não especificadas, 11 de bacteriana, duas de viral e outras duas de outras etiologias.
Meningite
A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que
envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela é causada por diversos
agentes infecciosos (bactérias, vírus e fungos).
A meningocócica é uma meningite bacteriana e, junto com a pneumocócica,
é considerada uma das formas mais graves e preocupantes da doença.
A meningite tem uma alta taxa de mortalidade e sequelas, como surdez,
perda dos movimentos e danos ao sistema nervoso. As crianças são a faixa
etária mais atingida, e os pacientes devem ter um acompanhamento por
pelo menos 6 meses depois da doença.
Transmissão
A meningite é transmitida quando pequenas gotas de saliva da pessoa
infectada entram em contato com as mucosas do nariz ou da boca de um
indivíduo saudável.
Pode ser por meio de tosse, espirro ou pelo contato com barras de apoio
dos ônibus, por exemplo. Por isso, ambientes com muita gente e pouca
circulação de ar são ideais para o contágio, e a doença costuma se
espalhar muito no inverno.
Sintomas e diagnóstico
Os principais sintomas da meningite são dor de cabeça, febre e confusão
mental. Nem sempre há rigidez na nuca, e o teste não pode ser feito por
um leigo apenas ao baixar a cabeça – só um médico pode avaliar o quadro
corretamente.
O diagnóstico "padrão ouro" ocorre pelo exame do liquor, líquido que
banha o sistema nervoso. A cor do liquor já indica se a meningite é por
bactéria ou vírus.
Redação:
Fonte: G1, Rede Amazônica




