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O texto deve obter ainda a autorização dos Estados membros e do Parlamento Europeu, que podem exigir mudanças, informam os repórteres Lluís Pellicer e Álvaro Sánchez. De acordo com estimativas do Ministério da Economia, o acordo entre Mercosul e UE "representará um incremento do PIB brasileiro de 87,5 bilhões de dólares em 15 anos, podendo chegar a 125 bilhões de dólares", considerando a redução das barreiras não-tarifárias e o aumento esperado na produtividade do país.
Ainda segundo o comunicado do Governo brasileiro, o aumento dos investimentos previstos para o Brasil no mesmo período é de 113 bilhões de dólares. E as exportações para a UE podem crescer quase 100 bilhões de dólares até 2035.
O presidente Jair Bolsonaro, que participa da cúpula do G20 em Osaka (Japão), classificou o pacto comercial entre o Mercosul e a União Europeia como um dos mais importantes "de todos os tempos". "Histórico!", escreveu ele no Twitter. "Esse será um dos acordos comerciais mais importantes de todos os tempos e trará benefícios enormes para nossa economia". Na avaliação do Governo brasileiro, o pacto com a UE deve ser visto como um “acordo ponte”, que facilitará a negociação de futuros acordos entre o Mercosul e outros parceiros.
Com a vigência do acordo, produtos agrícolas
terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café
solúvel. Os exportadores brasileiros obterão ampliação do acesso, por
meio de quotas, para carnes, açúcar e etanol, entre outros.
O Governo informou, ainda, que o acordo reconhecerá como
"distintivos do Brasil" vários produtos, como cachaças, queijos, vinhos e
cafés, e garantirá "acesso efetivo em diversos segmentos de serviços,
como comunicação, construção, distribuição, turismo, transportes e
serviços profissionais e financeiros".
"A redução de barreiras e a maior segurança jurídica e
transparência de regras irão facilitar a inserção do Brasil nas cadeias
globais de valor, com geração de mais investimentos, emprego e renda",
avaliou o comunicado.
O texto fechado entre os dois blocos estabelece ainda
contrapartidas sociais e ambientais às duas partes expostas no capítulo
“Desenvolvimento sustentável”. A principal delas é a permanência e
defesa do Acordo de Paris e inclui ainda respeito aos direitos trabalhistas e garantia aos direitos das comunidades indígenas.
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