A
6ª Gerência Regional de Saúde, Patos, sediou na tarde da última
terça-feira 28, importante encontro de gestores, técnicos de
planejamento e coordenadores da atenção básica dos municípios da 6ª
Região de Saúde (Patos). Na pauta, discussão sobre o Sispacto, sistema
desenvolvido pelo Ministério da Saúde que se alimenta de indicadores da
atenção básica, da média e alta complexidade, indicadores estes que,
quando bem trabalhados, podem melhorar significantemente a saúde da
população.
Sem a pactuação de indicadores, de
metas, não é possível o fortalecimento da gestão pública de saúde. Nas
discussões sobre a pactuação foram trabalhados 21 indicadores, 20
universais e um específico, que trata dos CAPs, mas também fundamental.
Dentre eles estão a cobertura vacinal, redução da mortalidade infantil e
materna, análise de águas consumidas pela população, cobertura da saúde
bucal na atenção básica, casos de Aids em menores de cinco anos,
gravidez na adolescência, saúde do ido, do trabalhador, saúde mental,
ações de vigilância de promoção e proteção da saúde na prevenção de
doenças.
A alimentação fidedigna do sistema
com dados desses indicadores são fundamentais para o desenvolvimento de
políticas públicas mais eficazes e abrangentes. “O Sispacto traz um
processo de reflexão sobre todos os desafios do município, como a
questão da água, mortalidade infantil, materna, outros setores que vão
aferir como está o processo de trabalho e a qualidade da saúde
oferecida”, explica Davi.
Segundo Davi, o Ministério da Saúde
utiliza o SISPACTO como indutor, disparador de processos de avaliação e
monitoramento dos indicadores de forma tripartite e estabelece a
cultura da avaliação, portanto aqueles que deixam de informar ao sistema
seus indicadores, não estão interessados de fazer algo mais importante
pela transformação do território. O Sistema serve para o planejamento de
ações, não apenas do município, Estado, mas também do Ministério da
Saúde, na elaboração de políticas nacionais, corrigindo falhas,
investindo onde há mais necessidade, a fim de melhorar o acesso a
serviços pelos usuários do SUS, principal objeto desse processo de
discussão com os municípios.
Nesse processo de pactuação de
indicadores é preciso compromisso, determinação dos gestores, que
precisam debater os processos de mudanças territoriais, ter visão macro
sobre os problemas de sua localidade, identificá-los, reorientar seu
processo de trabalho e buscar soluções. Bastante importante sua
participação nas reuniões da CIR – Comissão Intergestores Regional, um
espaço de troca de experiências e de contribuição para a melhoria do
SUS.
Davi Nunes lembrou da importância
das discussões ocorrerem de forma tripartite, com a presença das três
esferas governamentais, sendo que, é no município que as ações de saúde
são executadas, daí a relevância do monitoramento, avaliação dos
indicadores, do SISPACTO.
Assessoria





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