![]() |
O governo boliviano destacou hoje (6) seu interesse estratégico nos
quatro estados brasileiros que fazem fronteira com a Bolívia,
especialmente em relação ao fornecimento de energia. "Eles precisam de
energia, eletricidade, gás, ureia, sal...", destacou aos veículos de
imprensa o chanceler boliviano Fernando Huanacuni, após retornar do
Brasil, onde acompanhou o presidente da Bolívia, Evo Morales, em sua
visita oficial. A informação é da agência EFE.
Além de energia e
derivados do gás, os estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato
Grosso do Sul requerem da Bolívia integração rodoviária, pontes e outras
infraestruturas, ressaltou Huanacuni.
Ele se referiu também ao interesse mútuo dos dois países de dispor de "uma saída ao Pacífico", mediante o projeto do Corredor Ferroviário Bioceânico, que atravessaria o Peru, a Bolívia e o Brasil, fazendo uma ligação desde o Oceano Pacífico até o Atlântico.
Ele se referiu também ao interesse mútuo dos dois países de dispor de "uma saída ao Pacífico", mediante o projeto do Corredor Ferroviário Bioceânico, que atravessaria o Peru, a Bolívia e o Brasil, fazendo uma ligação desde o Oceano Pacífico até o Atlântico.
Esta iniciativa foi uma das principais questões que Evo Morales
abordou na sua reunião em Brasília com o presidente Michel Temer na
terça-feira (5), quando os representantes dos dois países assinaram acordos na área de transportes e para o combate ao crime organizado.
Além
disso, o líder boliviano participou com seu chanceler de uma reunião
conjunta com os governadores dos estados brasileiros vizinhos, na qual
decidiram formar comissões de trabalho conjunto em energia,
infraestrutura e comércio, visando em especial a instalação de um "porto
fronteiriço" no departamento boliviano de Beni, que faz fronteira com o
estado de Rondônia
Está previsto para o final de janeiro de 2018
um novo encontro de representantes dos dois países em Puerto Ustarez,
onde seria instalada essa área fronteiriça na Bolívia, para concretizar
acordos entre ambas as partes.
Morales e Temer centraram boa
parte da sua conversa no trem bioceânico, que tem na Bolívia seu
principal propulsor e que poderia incluir em uma segunda etapa ramais no
Paraguai e na Argentina. O impacto que esta ferrovia teria se compara
com o que representa o canal do Panamá para o comércio internacional,
destacou o governo boliviano.
Atualmente, o Brasil é o maior
parceiro comercial da Bolívia. É também o principal mercado de destino
das exportações bolivianas (19%). Em 2016, o intercâmbio bilateral
alcançou US$ 2,8 bilhões. A pauta de exportações brasileiras para a
Bolívia é diversificada e composta principalmente de manufaturados.
* Com informações da Agencia Brasil
Da Agência EFE *





0 Comentários