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| Imagem Ilustrativa |
Para articular governo e setores da sociedade no enfrentamento da
violência contra a mulher e na promoção da igualdade de gênero, o
governo criou hoje (6) a Rede Brasil Mulher. O decreto que institui a
rede foi assinado pelo presidente Michel Temer em cerimônia no Palácio
do Planalto.
O Brasil Mulher atuará com base nos eixos da
autonomia econômica e igualdade no mundo do trabalho; enfrentamento e
combate da violência contra e mulher; saúde, educação e fortalecimento
da participação das mulheres nos espaços de poder e decisão.
O
objetivo é mobilizar governos, setor empresarial e organizações da
sociedade civil para o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento
Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), em especial do
quinto objetivo, de alcançar a igualdade de gênero e empoderamento de
todas as mulheres e meninas.
Temer disse que a intenção da rede é
envolver também os homens nas ações voltadas para promover a autonomia
das mulheres, além de aumentar a participação feminina na política.
“Esta mensagem que estamos hoje aqui comemorando é tão prioritária que é
preciso união de esforços e não apenas das mulheres, mas de homens e
mulheres”, disse Temer em breve discurso após a assinatura do decreto.
“Com a rede haverá melhor entrosamento, melhor emprego de recursos e
melhores resultados”, acrescentou.
Feminicídios
A
secretária de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, lembrou que o
Brasil tem a quinta maior taxa de feminicídios do mundo e disse que a
Rede Brasil Mulher buscará contribuir para mudar essa realidade. “A rede
é uma iniciativa que ultrapassa os limites de governo e anima e orienta
a luta da sociedade e do Estado para novos e melhores tempos”.
De
acordo com a secretária, as ações da rede serão orientadas pela
Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e
acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário.
A Rede
Brasil Mulher terá um comitê executivo, com participantes de ministérios
como Cultura, Trabalho, Desenvolvimento Social, Saúde e Justiça, que
vão desenvolver ações direcionadas às mulheres.
Edição: Luana Lourenço
Yara Aquino e Marcelo Brandão - Repórteres da Agência Brasil





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