O Governo do Estado, por meio do Núcleo
de Imunização, realizou na tarde dessa quinta-feira (25) uma reunião
sobre as coberturas vacinais e mudanças do calendário vacinal. A reunião
aconteceu na sede da Agência Estadual de Vigilância Sanitária
(Agevisa), em João Pessoa. Participaram do encontro aproximadamente 40
profissionais, entre gerentes e coordenadores regionais de Imunização,
além de representantes dos Conselhos Intergestores Regionais (CIR) e
Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems).
Durante toda a tarde foram abordados
temas como a cobertura vacinal de 2017, problemas de notificação no
sistema, além das estratégias para uma melhor cobertura. Segundo a
gerente executiva de Vigilância em Saúde da Paraíba, Renata Nóbrega, a
cobertura vacinal hoje no estado ainda está inferior ao desejado. “A
situação da cobertura vacinal do ano passado ainda não está fechada, os
municípios têm até 31 de março deste ano para finalizar a parte da
digitação no sistema e tentar traçar estratégias para que a gente
consiga melhorar a cobertura, pois hoje ela está bem aquém do que é
preconizado pelo Ministério da Saúde”, disse.
Renata ressaltou que a vacina é um
direito da criança. “Qualquer hora em que a criança chegue à unidade de
saúde ela tem o direito à vacina. Mas é importante lembrar que essa
vacina precisa ser registrada. Enquanto gestão do SUS, não adianta só
aplicar a vacina e não fazer esses registros, porque só assim temos como
ter a real noção da cobertura vacinal no estado”, explicou Renata.
A assessora técnica do Cosems-PB, Ana
Lígia Passos, afirmou que a reunião é importante para passar a realidade
da imunização, tanto dos municípios quanto do estado em geral,
alertando para que as informações sejam sempre colocadas no sistema.
“Sabemos que há uma incompatibilidade entre o que está na base de dados e
o que está no Ministério da Saúde. Muitas vezes os municípios chegam a
reclamar que isto está acontecendo, mas não oficializam. É importante
que os municípios nessa situação oficializem a reclamação à SES-PB, peça
ajuda ao Cosems, porque só assim o estado tem como cobrar do Ministério
da Saúde o porquê dessa informação não estar chegando em nossa base de
dados em Brasília”, explicou.
A coordenadora estadual de Imunização,
Isiane Queiroga, lembrou que, diante da necessidade de melhorar as
coberturas vacinais, a SES-PB apresentou às Secretarias Municipais de
Saúde, no início de janeiro deste ano, os resultados parciais de
vacinação em 2017. A intenção foi avaliar a vacinação em cada município,
comparando o primeiro e segundo semestre do calendário vacinal em
crianças menores de um ano, um ano e adolescentes (HPV) preconizado pelo
Programa Nacional de Imunizações (PNI).
“Para termos boas coberturas vacinais e
evitarmos o ressurgimento das doenças imunopreveníveis, não depende
apenas de ofertar as vacinas, mas também ter o correto controle e
registro das doses aplicadas por meio do sistema oficial de alimentação,
o SI-PNI, além de garantir o acondicionamento adequado dos
imunobiológicos na cadeia de frio”, alertou.
“Para que as vacinas enviadas
mensalmente pelo Ministério da Saúde cheguem em quantidade suficiente
para a população-alvo de cada município, é preciso que o sistema (que
informa as doses aplicadas) esteja alimentado corretamente. Alertamos
aos gestores que mantenham os dados atualizados”, informou Isiane.
PNI – O Programa
Estadual de Imunização da Paraíba tem investido na melhoria das
coberturas vacinais, na conservação adequada dos imunobiológicos,
qualificação das equipes, na ampliação do acesso à vacinação e,
consequentemente, erradicação e controle das doenças imunopreveníveis.
Radar Sertanejo





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