O número de mortes por febre amarela silvestre no estado de São Paulo
subiu para 52 desde janeiro do ano passado, segundo novo balanço
divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde nesta sexta-feira (26). Ao
todo, foram 134 casos confirmados de contágio da doença.
Os números representam o total de casos e óbitos desde janeiro de 2017. Nenhum deles foi de febre amarela urbana.
Em uma semana, quando foi divulgado o último balanço, o número de casos fatais cresceu 44,4%. Em 19 de janeiro eram 36 óbitos.
Campanha na capital
A cidade de São Paulo aplicou 274.125 vacinas fracionadas contra febre amarela,
afirmou a Secretaria Municipal da Saúde nesta sexta-feira (26). O
balanço representa o total de pessoas imunizadas desde o início da
campanha, na quinta (25). No mesmo período, a pasta informa que aplicou
8.124 doses do tipo padrão.
Apenas os moradores que receberam a senha em suas casas, repassadas
pelos agentes de saúde, estão sendo vacinadas nesta campanha.
Neste primeiro momento, os moradores das áreas de risco na capital
receberão senhas em suas residências para tomar a vacina. Não haverá
distribuição de senhas nas unidades de saúde.
Casos
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, desde 2017, 57,4% das infecções
por febre amarela foram contraídas em Mairiporã, 12,6% em Atibaia e
3,7% em Amparo.
As três cidades respondem por três quartos dos casos de febre amarela
silvestre no estado, e já têm ações de vacinação em curso desde o ano
passado. Não há casos confirmados na capital paulista.
Além disso, o número de cidades classificadas como locais prováveis de
infecção da doença (26) representam 4% do total de municípios existentes
no estado de São Paulo.
Estado
As doses estão sendo aplicadas em aproximadamente 900 postos do Estado,
no total, incluindo 150 postos volantes montados nas regiões do Vale do
Paraíba, Litoral Norte e Baixada Santista. A estratégia conta com
suporte de cerca de 12 mil profissionais e mais de 400 veículos.
Todas as localidades nos 53 municípios e na cidade de São Paulo foram
definidas por critérios epidemiológicos após análises técnicas e de
campo feitas pelo CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica/Divisão de
Zoonoses) e Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) em locais
de concentração de mata.
A campanha é realizada com dose fracionada da vacina, conforme diretriz
do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede
pública pode ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim
0,1 mL da vacina.
Estudos evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de
pelo menos oito anos. Estudos em andamento continuarão a avaliar a
proteção posterior a esse período. As carteiras de vacinação terão um
selo especial para informar que a dose aplicada foi a fracionada.
“Vacinamos meio milhão de pessoas nestes dois dias de campanha e
continuaremos mobilizados, no decorrer das próximas três semanas, para
imunizar a população-alvo. É fundamental garantir que as doses sejam
destinadas a quem realmente precisa, neste momento, e lembramos que não
há necessidade de corrida aos postos”, afirmou o secretário de estadual
de Saúde, David Uip.
Fonte: Por G1 SP





0 Comentários