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| (Foto: Raíssa Estrela/Arquivo pessoal) |
Nascida em João Pessoa, ela foi para Natal, capital do Rio Grande do Norte, com o objetivo de cursar ecologia na Universidade Federal. “Foi aí que eu conheci o meu futuro orientador durante a física, que era o Renan Medeiros. Ele já trabalhava com astrofísica e me ofereceu uma bolsa de iniciação científica nessa área”, disse.
Segundo a pesquisadora, esse encontro foi um impulso para que ela fosse
para uma área que sempre a interessou. “Eu sempre quis fazer
astrofísica, só que eu tinha um pouco de receio, então eu acabei
começando em outra área que eu também gostava”, comentou.
Ela explicou que, embora a Universidade da Paraíba (UFPB) tenha o curso
de graduação em física, a área que escolheu não está entre os campos de
pesquisa da instituição. "Em Natal tinha a pesquisa em astrofísica, que
era a pesquisa que eu queria continuar exercendo. Lá em Natal tem um
grupo forte dessa área. Na UFPB, a pesquisa é em cosmologia e outras
áreas da física", explicou.
A NASA
A pesquisa de doutorado de Raíssa é voltada para investigar a atmosfera
de planetas fora do Sistema Solar e, assim, tentar compreender as
consequências desses aspectos para as condições de habitação desses
planetas.
“É estudar a composição da atmosfera desses planetas, para ver do que
eles são formados, quais tipos de moléculas que têm lá, se tem oxigênio,
se tem metano. Então tudo que a gente vê vai dizer se esse planeta pode
ter vida ou não”, comentou.
“O único modo que a gente tem, hoje em dia, de saber sobre a estrutura interna de um planeta, fora do nosso Sistema Solar, é vendo a sua atmosfera”, pontuou.
Com essa temática em mente, Raíssa começou a analisar quais eram as
possíveis instituições para fazer parte do doutorado fora do Brasil. “Eu
fui em busca de um lugar e um dos lugares foi a NASA. Porque lá tem
pesquisadores que estão dentro dessa área que eu estudo, são
pesquisadores muito bons. Então eu entrei em contato com eles e a gente
construiu um projeto juntos”, afirmou.
Apesar disso, segundo ela, os requisitos para ser aceita na NASA
começaram a ser formados ainda na graduação. “Eu já comecei me iniciando
na pesquisa em ciências, então durante toda essa minha carreira
acadêmica eu fui construindo de forma a ter artigos, a ter publicações
que aumentassem minha bagagem”, frisou.
“Tudo isso fez com que eu tivesse pontos positivos para que a NASA
conseguisse me aceitar, hoje em dia, como estudante”, contou.
Embora tenha o apoio da instituição que concede a bolsa e de outros
pesquisadores, Raíssa ressaltou que a trajetória para chegar a um
doutorado na NASA não foi fácil.
“É um caminho que exige dedicação, muito estudo e vontade. Temos que gostar mesmo daquilo que a gente está fazendo”, disse.
*Sob supervisão de Krystine Carneiro e Taiguara Rangel
No G1/PB




