As bruscas mudanças climáticas e os
acidentes automobilísticos lideram os motivos de internamento
no Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC).
Nos últimos trinta dias, a unidade, que integra a rede estadual de
saúde, absorveu uma alta demanda e, por causa disso, não raro, durante o
mês de junho e começo de julho, pacientes precisaram ficar esperando
nas áreas verde e amarela pela desocupação de um leito. O Hospital, que é
referência em urgência e emergência para mais de 60 municípios da
região, tem 130 leitos, que se distribuem em diversas enfermarias, sendo
seis deles na UTI.
Somente no mês de junho, o Complexo
registrou 2.845 atendimentos de urgência e emergência, 660 atendimentos
ambulatoriais, 544 internações, além de 272 cirurgias, sendo 123
ortopédicas, 57 oncológicas, mais 44 cirurgias gerais, 33 vascular, 12
bucomaxilo e três de urologia. No mês do São João e São Pedro, quando a
população flutuante na cidade de Patos aumenta, consideravelmente, o
hospital registrou uma média de 121 pacientes/dia.
O
coordenador de Urgência e Clínica Médica do Hospital, Dr. Sávio
Pereira, explica que essa alta procura é sazonal e se repete todos os
anos neste período junino. “Devido as mudanças climáticas os quadros de
doenças respiratórias se elevam em um nível alarmante. Sem falar que
nas épocas festivas, como São João e São Pedro, há um aumento muito
grande no número de acidentes e, consequentemente, de fraturas. A
quantidade de pacientes com quadro respiratório é gigante, desde uma
gripe até problemas mais graves como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
exacerbada (DPOC), causada normalmente por tabagismo de longa data, e
Pneumonia (PNM)”, explica o médico, lembrando que algumas internações
registradas em junho foram de pacientes que fizeram o retorno pós alta.
“Devido a fumaça e a mudança de clima os problemas respiratórios se
agravam e são recorrentes nesta época do ano”, reitera Dr. Sávio.
A diretora geral do Complexo,
Liliane Sena, reitera que a unidade tem buscado atender a demanda de
pacientes da melhor forma possível, mas que é preciso que a população
entenda que há um limite físico para internações. “Nós não podemos
internar mais gente do que o quantitativo de leitos disponíveis, pois a
nossa capacidade de atendimento para internação esbarra nesse
quantitativo de leitos, mas, em breve, estaremos ampliando o número de
leitos, inclusive de UTI, de equipes, com a inclusão de serviços
especializados que, atualmente, só são realizados no Hospital de Trauma
de Campina Grande”, destaca a diretora, lembrando que todos os pacientes
que procuram o hospital são atendidos.
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