Sem o suporte de medicamentos, da
equipe multiprofissional, dos equipamentos da UTI e Ucin e da
infraestrutura da Maternidade Dr. Peregrino Filho, de Patos, muito
provavelmente recém-nascidos considerados de extrema gravidade pelo grau
de imaturidade sobreviveriam. É o caso de José Dante, filho da
operadora de caixa Railma de Brito Alves, de 28 anos, que nasceu
prematuramente, no dia 8 de junho passado, pesando apenas 1.250 kg,
medindo 37 centímetros de uma gestação complicada, desde o início, que
só durou até a 28ª semana, com intercorrências de sangramentos
constantes, descolamento de placenta e placenta prévia.
Railma, que atualmente se encontra
com José Dante na Enfermaria Mãe Canguru, é paciente da Maternidade
desde o dia 7 de junho, quando deu entrada com a bolsa rompida e em
trabalho prematuro de parto. Com apenas 28 semanas de gestação, ela teve
que ser submetida a uma cesárea de urgência, já que não tinha mais
líquido amniótico. A cirurgia aconteceu no dia 8 de junho e o
recém-nascido foi encaminhado direto para a UTI, onde permaneceu os
primeiros 15 dias de vida. Com uma melhora progressiva, ele foi
transferido para a Ucin e depois para o alojamento Mãe Canguru, de onde
retornou para a UTI por causa de uma anemia grave. Desde a última
sexta-feira (12), ele saiu da UTI e foi para a Mãe Canguru, onde deve
permanecer até ganhar condições de ter alta.
Entre idas e vindas da UTI, Dante
contabiliza quase 40 dias de luta pela vida e sua mãe o acompanha desde
então, permanecendo internada junto com ele na Maternidade. “Eu só tenho
a agradecer tudo o que fizeram e estão fazendo por mim e meu filho aqui
na Maternidade. Sei que se eu não estivesse aqui dificilmente ele
sobreviveria. Serei grata por isso para sempre”, destaca ela, que
recebe, diariamente, a visita do marido, o Sr. Otacílio Pereira de
Oliveira Neto. Nesta terça-feira (16), ele acompanhou a alimentação, via
sonda, de Dante, no alojamento Mãe Canguru. O bebê também faz uso
exclusivo do leite do Banco de Leite da Maternidade, já que a produção
da mãe cessou. “Eu não produzi leite suficiente e depois secou, creio
que pelo estresse”, frisa Railma. Dante ainda não tem previsão de alta
da Maternidade, porque para ir para casa ele precisa ganhar mais peso e
se desenvolver um pouco mais.
O diretor geral da Maternidade e
pediatra, Dr. Umberto Marinho Júnior, explica que casos como o de Dante
são de extrema gravidade e reitera que sem o suporte que ele teve e está
tendo na unidade, dificilmente ele sobreviveria. “Quanto mais prematuro
o bebê, maiores são os riscos para sua saúde, pois seus órgãos e
sistemas ainda não estão completamente desenvolvidos. Mas, com os
constantes avanços da medicina e os cuidados especiais que a Maternidade
dispõe, as chances deles se desenvolverem normalmente e com qualidade
de vida são cada vez mais altas”, destaca o médico.
Dr. Umberto lembra ainda que, além
de todo o suporte e cuidados que o recém-nascido está tendo, quando
tiver alta da unidade, Dante já sairá com a sua primeira consulta no
ambulatório de egresso marcada. “Ao longo do primeiro ano de vida, o
desenvolvimento dele será acompanhado pela Maternidade. Todos os bebês
que vão para a UTI, Ucin ou a Canguru têm esse acompanhamento pediátrico
aqui no primeiro ano de vida, até eles estarem estáveis”, destaca Dr.
Umberto, que é um dos profissionais que atua no ambulatório de egresso,
juntamente com o pediatra Dr. Almi Soares.
O ambulatório foi instituído há dois
anos e os atendimentos acontecem na sede do banco de leite, no prédio
anexo à Maternidade, nas segundas-feiras, pela manhã; quarta, manhã e
tarde; quinta à tarde; e sexta pela manhã. Depois que esse serviço foi
implantado, a taxa de retorno dos bebês à unidade, que era alta,
praticamente acabou.

Assessoria




